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Lava Jato

Para tucanos, declaração de ex-ministro complica situação de Aécio

Osmar Serraglio declarou que o senador mineiro tentou nomear delegado para Lava Jato
20/04/2018 14:05 20/04/2018 14:21

Wilson Dias/Agência Brasil
Senador Aécio Neves

Tucanos avaliam que a declaração do ex-ministro Osmar Serraglio (PP), de que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) tentou alterar o curso da Lava Jato com a nomeação de um delegado na Polícia Federal, complica a situação do senador mineiro.

Um dos dirigentes do PSDB disse que o episódio serve apenas para reafirmar que politicamente a situação de Aécio está liquidada. Ele acredita que o senador não tem mais a mínima condição de se candidatar a cargo algum nas eleições deste ano.

"O assunto Aécio está encerrado, ele não vai ser candidato. É chutar cachorro morto. Politicamente acabou, ele está fora. Vai ficar aí se defendendo. Tá fora do jogo. Chance zero para ele", afirmou o tucano.

"Acho muito difícil a situação política dele. Está praticamente impossível para ele, e tende a piorar", concorda um mineiro do PMDB.

Menos enfático, o líder do PSDB na Câmara declarou que caso já está na Justiça. "Se houve pressão nesse sentido (para indicar um delegado à PF), não é bom. Mas esse assunto já foi transformado em ação; ou seja: a Justiça tomará conta da forma adequada", disse o líder do PSDB na Câmara, deputado Nilson Leitão (MT).

Um dos parlamentares sondados pelo governo para assumir o ministério da Justiça após a saída de Alexandre de Moraes conta que Aécio teve influência na decisão do presidente Michel Temer sobre a substituição de Moraes na pasta.

A avaliação de que Aécio vem perdendo a viabilidade eleitoral é majoritária entre os parlamentares tucanos e de outros partidos. Caso insista em se lançar à reeleição, o senador terá que subir no palanque do colega Antonio Anastasia, podendo prejudicá-lo numa disputa que já não é fácil para ele. Anastasia concorrerá com o atual governador, Fernando Pimentel, e com o candidato da terceira via, Rodrigo Pacheco (DEM).

"Não acredito que o Aécio faria qualquer coisa para prejudicar Anastasia. Imagino que ele optará por não ser candidato", pontua o vice-presidente do PSDB, deputado Ricardo Tripoli (SP).

O ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), foi cauteloso a comentar o caso. Disse apenas que por se tratar de uma acusação vinda de um ex-ministro deve ser apurada.

"O fato tem que ser apurado. É uma acusação de um ex-ministro, um parlamentar muito respeitado na Câmara", disse Pacheco.

Líder da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues (AP) diz que "estão escancaradas" as razões pelas quais Aécio "deveria ser investigado por quebra de decoro". Segundo ele, as declarações de Osmar Serraglio só confirmam as investigações da Procuradoria-Geral da República de que Aécio tentou alterar o curso das investigações da Lava Jato. Para Randolfe, a operação reúne adversários tanto da direita quanto da esquerda.

"Nós já representamos contra o senador Aécio, tanto eu quanto o meu partido e, lamentavelmente, nossa representação ao Conselho de Ética foi derrotada pela primeira vez e depois uma segunda representação foi derrotada. Além disso, o próprio Senado, por maioria de votos, decidiu não aceitar a suspensão do mandato do senador Aécio Neves. Lamentavelmente, o Senado resolveu blindar o senador Aécio de qualquer investigação."


Diário de Cachoeirinha
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