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Primeira infância

Primeiros mil dias do bebê são os mais importantes para o desenvolvimento

Tudo o que acontece durante a gestação e os primeiros dois anos da criança impacta diretamente na infância e na vida adulta
19/03/2018 11:47 19/03/2018 11:47

Os primeiros mil dias de vida são os mais importantes no que diz respeito ao desenvolvimento físico e mental do ser humano. Tudo o que acontece durante os 270 dias de gestação mais os 730 dias dos primeiros dois anos da criança influenciarão sua saúde no futuro. “É um momento único de crescimento, de desenvolvimento do cérebro. Tudo que for feito vai impactar diretamente na infância e na idade adulta. Quanto mais saudável for esse período, mais vamos ter um adulto com seu potencial máximo, em termos de saúde, habilidade social e motora”, destaca a pediatra Liane Netto, presidente dos escritórios regionais da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul. 

Faz parte deste período, segundo ela, promover uma alimentação saudável tanto para a gestante como para o bebê. Uma dieta rica em nutrientes nestes primeiros mil dias pode prevenir a obesidade, por exemplo, que é fator de risco para o desenvolvimento de vários problemas, como diabetes, hipertensão, infarto e acidente vascular cerebral (AVC). “A criança que é mal nutrida, que tem uma dieta com muito carboidrato, açúcar, está fazendo uma programação metabólica que pode ocasionar uma série de doenças no futuro. Já uma programação saudável tem um impacto muito grande não só na vida adulta como para as suas próximas gerações”, complementa.

Um período tão importante exige também que os pais estejam preparados, que busquem conhecimento sobre os cuidados com a criança. “Além de procurar estimular mais a questão das políticas públicas que envolvam saúde, educação e nutrição. Assim, a gente, como sociedade, colabora com a mãe e o bebê”, reforça a pediatra.

Participação de toda a família

A gestação, o nascimento e os primeiros anos de vida do bebê também são acompanhados de muitos conselhos de familiares e conhecidos, baseados, principalmente, em crendices populares e na cultura de cada família. A enfermeira Janaína Lima, especialista em educação e saúde, diz que estes ensinamentos podem ser integrados aos cuidados com a criança, mas é preciso considerar atualizações e estudos com embasamento científico voltados para a qualidade de vida na infância. “Os casais estão se atualizando, se preparando para gestar. Por isso, é importante agregar a atualização com o conhecimento dos avós, das tias, das dindas”, aponta.

A pedagoga Letícia Nunes acrescenta ainda que é essencial a participação de outros familiares, além dos pais, para o desenvolvimento do bebê. “Tem muita coisa envolvida e a influência do vô, da vó, dos dindos faz parte dessa criança”, ressalta, afirmando ainda que cada familiar pode ter uma atribuição para colaborar no dia a dia do bebê, em um trabalho conjunto.

Influência das ações maternas

O que a mãe faz e o que sente durante a gestação e nos primeiros dias de vida do bebê refletem também na criança. Na questão da alimentação, é importante já durante a gravidez que ocorra a ingestão de nutrientes, como ferro, ácido fólico, vitaminas, ômega 3 e zinco. “Esses mesmos nutrientes têm que ser ofertados nos primeiros dois anos de vida. Com amamentação exclusiva até o sexto mês e depois com início gradual dos alimentos complementares”, observa a pediatra Liane. Além disso, o lado emocional também terá seus reflexos. “Uma mãe equilibrada emocionalmente faz diferença para o futuro da criança. Com o apoio do pai, da família, vai ter um vínculo muito maior com esse filho. E essa criança cresce de uma forma mentalmente saudável”.


Amamentação desperta muitas dúvidas

Gabriela da Silva/GES-Especial
Viviane é mãe de Valentina, 4 anos, e Lorenzo, 3 meses
Um dos principais pontos dos mil dias que desperta dúvidas é o aleitamento materno. “Já tive a oportunidade de auxiliar dezenas de mães que não conseguiam amamentar e que viram que a segurança é um fator determinante para o sucesso da mamada”, comenta a enfermeira Janaína. Segundo ela, costuma ser a parte mais difícil, que deixa muitas mulheres bastante preocupadas. No entanto, a enfermeira reforça que se trata de uma prática do dia a dia, um aprendizado que se constrói junto com o bebê. “Precisa de técnica para dar certo, porque se não vai fissurar, vai machucar, vai doer. A amamentação não dói. Se doer, está errado, tem que corrigir a posição do bebê ou até a postura da mãe. Os nenês não sabem mamar, eles vão desenvolvendo habilidade até o décimo dia de vida”, destaca.

A empresária Viviane Camargo, 33 anos, mãe de Valentina, 4 anos, e Lorenzo, 3 meses (foto), conta que teve dificuldades na amamentação nos primeiros dias de vida de ambos os filhos. “Não consegui amamentar logo no início e ficava preocupada porque é essencial para o desenvolvimento deles. Depois, a Val mamou até quase um ano e meio. Quando o Lorenzo nasceu pensei que já sabia tudo e não teria essa dificuldade, mas passei pela mesma situação. Contei com ajuda profissional, mas o apoio da família também foi importante, pois o emocional influencia muito”, observa. Para Viviane, os primeiro mil dias representam um período cheio de desafios, mas ao mesmo tempo muito gratificante. “É um grande compromisso, é preparar o filho para a vida”, comenta.

Menos celular e mais presença dos pais

Tudo o que acontece nos primeiros mil dias de vida vai refletir na vida adulta e na infância. “Tanto dos cuidados de higiene, como habilidades motoras, cognitivas, porque o cérebro da criança está se desenvolvendo, está com aquela janela aberta para adquirir conhecimento. Então é importante o estímulo nesses mil dias”, destaca a enfermeira Janaína. Por isso é de extrema importância neste período que a criança receba atenção da família. Segundo a pediatra Liane, os pais devem dedicar tempo para brincadeiras e outras atividades, como leitura e música. “Ler estimula cognitivamente. Cantar, conversar também levam ao estímulo. Nessa idade, a criança precisa mais estímulo do que tarefas, precisa da família ao seu lado. Menos celular, menos TV, menos dinheiro gasto com brinquedos e mais a presença afetiva”, destaca.


Diário de Cachoeirinha
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