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Crianças esquartejadas

Novos detalhes sobre o caso do ritual satânico poderão mudar rumo das investigações

Um dos advogados de defesa já entrou com pedido de liberdade de seu cliente na tarde de hoje (7)
07/02/2018 13:15 07/02/2018 15:18

Eduardo Cruz/Eduardo Cruz/GES-Especial
Cão farejador auxiliou nas buscas por partes de corpos em Lomba Grande

Um novo elemento pode mudar o rumo da investigação do caso das crianças encontradas esquartejadas em Lomba Grande, em setembro do ano passado. A suspeita inicial da Polícia Civil é de que elas teriam sido vítimas de um suposto ritual satânico.

Na tarde desta quarta-feira (7), o delegado Rogério Baggio Berbicz, responsável pelo inquérito, dará novas informações sobre o caso. À reportagem do Jornal NH, Rogério disse que aguarda uma decisão judicial para se pronunciar sobre o assunto. 

Relembre o caso

• A localização de corpos esquartejados, no dia 4 de setembro, chocou a região. Eram troncos e membros de duas crianças. Duas semanas depois, a 400 metros de distância, foram encontrados os pés e mãos das vítimas.

• Batizada de Operação Revelação, por causa da possível motivação religiosa do crime, a investigação policial disse se tratar de um ritual de atrocidades. Em 4 outubro, quando a localização dos restos mortais completou um mês, a principal suspeita era de magia negra.

• Foram presos o líder satanista, que foi algemado no templo, e o homem que encomendou o ritual e de um familiar, no sítio em Lomba Grande. As capturas, no dia 27 de dezembro, eram mantidas em sigilo.

• No dia seguinte, foi divulgada a suspeita de que as crianças eram argentinas. A investigação já havia concluído que eram estrangeiras porque o DNA dos corpos não foi encontrado nos bancos genéticos do País e também porque não há ocorrência de desaparecimento de irmãos no Brasil com as características das vítimas.

• A suspeita era de que o ritual tivesse sido realizado para atrair prosperidade a uma família hamburguense. O líder do templo satânico teria feito duas exigências: duas crianças, de mesmo sangue, e R$ 25 mil à vista. Os termos do negócio foram mantidos em sigilo no inquérito.

• De acordo com a investigação, as crianças teriam sido embebedadas com cachaça e, na frente do altar do templo satânico, decapitadas vivas. Depois, conforme a investigação, houve sessão de canibalismo. Os envolvidos comeram partes das coxas das crianças e beberam o sangue. O esquartejamento teria sido para colocar as partes em forma de losango ou quadrado nas imediações da propriedade do contratante do ritual, com o propósito de obter sucesso em negócios imobiliários. As cabeças ainda não foram encontradas.


Diário de Cachoeirinha
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