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Luiz Coronel

O Brasil não merece o Brasil

Lula é réu, Lula é condenado. Estão revistando os bolsos do maior líder sul-americano
18/02/2018 06:30

Luiz Coronel Luiz Coronel é poeta
www.luizcoronel.com.br

A melhor maneira de apropriarmo-nos do tempo é por meio da memória. Num programa de TV, tentei construir uma metáfora que bem explicasse a história recente de nosso País. Viajei no tempo – e tenho bom tempo para percorrer – e lá estava eu, em férias, na pequena e histórica cidade de Piratini. Eu devia ter pouco mais de 10 anos. Chegara a hora de regressar a Bagé, onde residia com meus tios. Era no tempo das encomendas. As amigas de minha mãe, Dona Melinha, enviavam, por meu intermédio, uma caixa de pastéis para seus filhos soldados. A viagem demorava um dia inteiro. O minúsculo “fiel depositário” tomava o trem em Pelotas e chegava, sujo de poeira e carvão, ao entardecer, em sua cidade. E aqui vem o fato fundamental: o trem Maria-fumaça apitava e a fome também, e os pastéis, um e mais outro, ganhavam previsível destino. Satisfaziam o apetite, a gula ou a fome do mensageiro.

Transponho esta narrativa para o nosso aflito Brasil. Era preciso reeleger Fernando Henrique Cardoso, era preciso comprar deputados para cumprir a pauta no Congresso, era preciso nomear intermediários na Petrobras, nos Fundos de Pensão e coisas tais. Nos governos Lula e Dilma, o processo se aprofunda. Eis que se posta no caminho o deputado Roberto Jefferson. O “Mensalão” explode na praça. Era e é dinheiro para ninguém botar defeito. A ética foi pro brejo. É preciso financiar a campanha de nossos aliados. O saco não tem fundo. E surge brilhando no céu da pátria a “Lava-jato”. Meninos mimosos do sistema irão ver o sol nascer quadrado. Zé Dirceu, Cunha, Cabral, Garotinho, Eike Batista e Joesley, pois a cana é pluripartidária. E ninguém é maior ou menor perante a lei. Lula é réu, Lula é condenado. Estão revistando os bolsos do maior líder sul-americano. O Brasil treme nos alicerces.

Seria necessário que o TRJ da 4a Região editasse um livro na qual, de forma concisa, sistemática e objetiva, apresentasse os fundamentos da condenação. Por sua vez, a defesa dos acusados realizasse objetiva contestação das provas. A síndrome de conspiração é doentia. O que carrego comigo é uma pergunta que lanço ao céu e à terra, grito à montanha para ouvir a resposta do eco: “De quem é a culpa dessa barafunda ética, econômica, cultural e econômica?”. Os culpados têm nome, sobrenome, CPF e devem ser julgados perante o tribunal da pátria.


Diário de Cachoeirinha
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