Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. Dorival Cândido Luz de Oliveira, 6423 (parada 63) - Monte Belo - Gravataí - CEP: 94050-000
Fones: (51) 3489-4000

Central do Assinante: (51) 3600.3636
Central de Vendas: (51) 3591.2020
Whatsapp: (51) 99101.0318
PUBLICIDADE
Pediatria

Verão é um bom momento para começar o desfralde

Normalmente, crianças estão prontas para tirar a fralda por volta de dois a dois anos e meio
03/01/2018 06:00 03/01/2018 11:05

Cada criança tem o seu próprio tempo para aprender a falar, engatinhar, caminhar. E é assim também com o desfralde. Até que comecem a usar o vaso sanitário, os pequenos passam por um período de adaptação, em que é bem comum rolar xixi na roupa, na cama, no sofá, no tapete. Por isso, é importante que mamães e papais sejam pacientes e persistentes neste processo, já que passar da fralda para o banheiro pode levar dias ou até meses.

Não há uma data exata para começar o desfralde, mas normalmente as crianças estão prontas por volta de dois a dois anos e meio de idade. “Se sabe que é o momento certo observando o desenvolvimento neuropsicomotor da criança. Quando ela já se comunica, já tem um bom equilíbrio motor, já consegue ficar sentada, já anda, levanta, avisa que vai fazer xixi ou cocô. Só o fato de estar falando que está com vontade de fazer já é um sinal para iniciar o desfralde”, explica a pediatra Daniela Piotto, do Grupo Fleury.

Para quem ainda está na dúvida se é a hora certa de tirar as fraldas, o verão é uma ótima estação para iniciar o processo, já que as roupas do bebê são leves e confortáveis, o que facilita quando o xixi escapa e acaba deixando a criança molhada. No frio, a sensação de desconforto é muito maior. A possibilidade de mais pessoas estarem perto da criança para este aprendizado é outro fator positivo da época, já que as escolas estão de férias e os pais também aproveitam para tirar férias ou dias de recesso. “É necessário explicar que tem que avisar quando tiver vontade, orientar, mostrar para a criança onde é o banheiro”, acrescenta Daniela.

A orientação profissional é que se inicie primeiro o desfralde diurno e depois, quando a criança estiver bem controlada durante o dia, se passe para o noturno, embora seja possível fazer os dois ao mesmo tempo, dependendo da criança. “A dica para o sucesso do desfralde é começar no momento certo”, destaca a pediatra.

Também não há diferença entre os sexos, embora os meninos possam demorar um pouco mais do que as meninas para desfraldar, mas vai depender muito mais do desenvolvimento individual da criança. “A única coisa é que, no início, o menino pode fazer xixi sentado, imitando a mãe, e, depois que estiver bem adaptado, fazer em pé”, completa a médica.

Escapou, e agora?

A criança deve ser incentivada constantemente e não pode haver briga quando acontecem os escapes. A pediatra Daniela Piotto aponta que, se o bebê for repreendido cada vez que não conseguir segurar o xixi ou o cocô, durante esse período do desfralde, isso pode refletir em um trauma e em uma associação ruim com a situação. Ela diz que a criança pode começa a segurar mais do que o necessário, para evitar uma repreensão, o que pode levar a uma constipação crônica. “Tem que haver sempre o reforço positivo, elogiar quando está certo”, afirma. Daniela sugere que a família faça uma planilha com os dias da semana em que a criança possa colar uma figurinha nos dias em que pediu para ir ao banheiro e desenhar uma carinha triste quando aconteceu um escape para que ela passe a entender que não foi legal. “Então é elogiar quando faz bonitinho, e quando escapa falar ‘olha, filho, não é aqui’ e pedir para ajudar a limpar”, exemplifica. Outra coisa que pode ser feita é os adultos avisarem e mostrarem para a criança quando vão ao banheiro, para que ela tenha um exemplo e passe a entender que é uma coisa normal do dia a dia parar o que está fazendo para ir ao vaso fazer xixi ou cocô. “E aproveitar esses momentos sempre da forma mais lúdica. Tem que ser uma coisa prazerosa, fazer a criança dar tchau pro xixi, cantar musiquinha, fazer um momento divertido”, ressalta a pediatra.

Na hora do passeio

Se a família for passear ou viajar durante o período de desfralde, é recomendado que a criança use a fralda durante o trajeto, principalmente se for durante os seis primeiros meses deste processo, até ter certeza que não está tendo mais escape e o bebê consegue segurar. “Mas muitas delas não fazem, é muito comum a fralda ficar sequinha, porque está automático. Mas é bom usar por precaução”, indica Daniela.

Duas tentativas

Arquivo pessoal/Luzia Martin Hörlle
Arthur conseguiu desfraldar na segunda tentativa
A comerciante Luzia Martin Hörlle, 25 anos, conseguiu desfraldar o filho mais velho, Arthur, hoje com 3 anos, na segunda tentativa. A primeira foi no início do ano passado. “Foi super fácil. Pedi para avisar quando quisesse fazer xixi e cocô. Ele estava fazendo de vez em quando no penico, até porque o penico tocava música, então ele gostava de ficar sentado”, conta, lembrando que transformar o desfralde em um momento divertido ajudou bastante. O processo parecia resolvido, até que nasceu o irmãozinho de Arthur, Theo, hoje com oito meses. “Aí ele regrediu e voltou a usar fralda, porque quis voltar a ser bebê de novo”, recorda Luzia. Foi só em novembro passado que ela conseguiu retomar as tentativas. Depois de uma visita de uma prima, de dois anos e meio, que estava no desfralde, Arthur aceitou a proposta da mãe de avisar quando precisasse ir ao banheiro. “Aí deu certo, ele fez xixi duas vezes na calça e não fez mais”, afirma. Com duas semanas já sem fralda durante o dia, o desafio passou para a noite. “Em uma das primeiras vezes, ele dormiu a noite toda sem fralda, mas fez xixi quando estava levantando do berço. Ficou bem frustrado, mas aí expliquei que não tinha problema, que acontece”, recorda. Para Luzia, sentar e explicar com calma para o filho o que estava acontecendo foi o caminho para passar com tranquilidade por mais esta fase do desenvolvimento da criança.

Arquivo pessoal/Luzia Martin Hörlle
Luzia buscou explicar situação com calma para Arthur


Diário de Cachoeirinha
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE