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Alta no litoral

Com falta de fiscalização, preços variam até 200% nos quiosques da beira da praia

Consumidor precisa caminhar para não pagar mais caro
13/01/2018 11:25 13/01/2018 11:25

Carolina Zeni/Carolina Zeni/GES-Especial
Com menos concorrência, Matos (direita) comemora aumento nas vendas

Comer e beber em Tramandaí pode se tornar mais caro para os veranistas descuidados ou sem disposição para pesquisar preços. Um levantamento realizado pela reportagem em cinco quiosques de Tramandaí no litoral norte gaúcho mostra que o preços do mesmo produto pode variar até 200% na beira da praia. Foram pesquisados seis dos produtos mais vendidos - milho, caipirinha, coco, violinha, refrigerante e cerveja. 

A água de coco e o refrigerante foram os produtos que não sofreram variação de um quiosque para outro. Já a caipirinha, por exemplo, foi encontrada com valores entre R$ 8 e R$ 24 reais, variação de 200%. Quanto aos petiscos, o mais vendido é a porção de violinha. Na maioria dos quiosques, o valor é R$ 30 a porção, enquanto outros cobram R$ 35, acusando uma variação de 16,6%. O milho verde varia entre R$ 4 e R$ 5 e a cerveja de R$ 5 a R$ 15, variação de 200%.

Em comparação com o ano passado, a reportagem não observou aumento na média dos preços. Produtos como refrigerante, o milho e a água de coco mantiveram preços estáveis. Já a caipirinha, a cerveja e a violinha podem ser encontradas com valores até menores, dependendo do quiosque.

O presidente da Associação do Comércio, Indústria e Turismo de Tramandaí, Mewton Português, admite que, nesta época, alguns comerciantes abusam dos preços. “Existe uma concorrência entre eles, principalmente nessa época de veraneio e quem acaba sofrendo com isso é o morador local, pois os veranistas já vêm preparados, seja para gastar ou trazendo seus próprios produtos à beira-mar”, explicou.

Português confirma que não há fiscalização nos preços. “Estamos trabalhando junto com a prefeitura para pensar em uma forma de fiscalização para controlar os preços abusivos para o próximo verão”, avisa.

Nos quiosques

O proprietário de um dos quiosques, Claudio Matos observa que a concorrência na beira da praia diminuiu este ano. Com isso, as vendas aumentaram em relação ao mesmo período do ano passado."Vendemos, em média, mil espigas de milho, o que é uma média boa. E ainda cerca de 70 cocos por dia do final de semana", estima. Já a atendente de um outro quiosque, Sabrina Ribeiro, diz que os preços foram mantidos em relação a 2017. “Mantivemos os mesmos preços do ano passado, pois, de repente, ganhamos em quantidade. É um teste que estamos fazendo, esperamos que seja um verão de boas vendas". 

Coco gelado

O funcionário público César Augusto Medeiros, de 56 anos, gosta de tomar um coco gelado à beira-mar. Ele elogia o atendimento dos quiosques e acredita que os valores estão dentro do limite. Ele e sua esposa, Regina Helena de Gós Medeiros, 60, passam os verões em Tramandaí e aproveitam à beira-mar pela manhã e à tarde. Cuidando os gastos, alguns produtos são trazidos de casa.



Diário de Cachoeirinha
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