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Crime macabro

Delegado pede mais tempo ao Judiciário para investigar ritual satânico

Inquérito do caso das crianças esquartejadas deve ser concluído segunda-feira, mas Polícia quer mais 60 dias
12/01/2018 07:28 12/01/2018 07:28

Adriana Lima/GES-Especial
Partes dos corpos foram encontradas em estrada de Lomba Grande nos dias 4 e 18 de setembro
O delegado titular de Homicídios de Novo Hamburgo, Rogério Baggio Berbicz, pediu nesta quinta-feira (11) ao Judiciário a prorrogação do inquérito que apura o caso das duas crianças esquartejadas e o suposto ritual satânico por trás do crime. O prazo se encerra na próxima segunda, quando se completarão dez dias da decretação de prisão preventiva dos sete acusados – quatro capturados e três foragidos.

“Argumentei que há diversos indícios coletados que ainda necessitam de análise e perícias. Há os celulares, em que precisamos ver quem falou com quem e o conteúdo. Também é necessário ver se há sangue na capa que o bruxo teria usado no ritual, por exemplo. Isso leva tempo. Por isso pedi mais 60 dias”, declara o delegado. Rogério acrescenta que a equipe também concentra esforços na captura dos foragidos e na busca de novas testemunhas.

O pedido de prorrogação será analisado pela juíza da Vara de Júri, Angela Dumerque. O Ministério Público dará seu parecer. “Se não prorrogar, vou encerrar na forma que está e complementar.” A preocupação do delegado é que os acusados sejam soltos pelo chamado excesso de prazo. É quando os suspeitos estão presos por mais de 180 dias, após as preventivas, sem que o inquérito esteja concluído.

"Chega a ser uma crônica policial", diz defensor

NH/Reprodução
TEMPLO DE LÚCIFER: 'mestre Silvio' exibe o altar
A nova defesa do bruxo Silvio Fernandes Rodrigues assumiu o caso com artilharia pesada contra a investigação. O advogado Marco Meija entrou ontem com novo pedido de liberdade provisória no Foro de Novo Hamburgo. “Estamos alegando total insuficiência de provas. Esse processo investigatório chega a ser uma crônica policial, envolvendo o misticismo como fator determinante.”


Tramita no Tribunal de Justiça um pedido de habeas corpus, ingressado pela defesa anterior, que teve liminar negada e ainda terá julgamento do mérito. “E se o delegado afirma que as crianças tenham vindo da Argentina, é caso para a Polícia Federal”, diz. Meija também questiona a perícia. “É muito estranho que depois de tantos dias, com corpos putrefatos, se encontre tamanho resíduo alcoólico”, observa ele, sobre os 5,2 mg de álcool por litro de sangue no menino, índice que colocaria um adulto em coma. Ele ainda critica uma testemunha. “Uma pessoa com antecedentes criminais serviu para prender quatro pessoas de forma injusta e bárbara, acabando com a vida delas e de duas famílias.”

"Todos estão sendo condenados", responde policial

O delegado contrapõe o defensor com uma analogia. “Todos os advogados da Operação Lava Jato vêm a público e dizem que não há prova. E estamos vendo que todos os réus vêm sendo condenados. O trabalho deles é esse.” Rogério frisa que os sete acusados foram descritos em detalhes por uma testemunha durante ritual no bairro Lomba Grande.

“O bruxo com a capa com detalhes em vermelho e os demais com um capuz, num semicírculo, diante de um menino cambaleante e uma menina deitada. E um dos participantes, conforme a testemunha, falou que estavam em ritual de prosperidade.”
Segundo o delegado, há provas que desmentem a defesa, que argumentou que sequer há sacrifício de animais nos rituais na casa religiosa de “mestre Silvio”, o Templo de Lúcifer. “Foram apreendidas fotos com animais cortados e pessoas se lambuzando com sangue. Eram bodes, galos, galinhas.” Rogério ressalta que o Judiciário decretou as temporárias e depois as preventivas após a análise dos indícios e provas.



Diário de Cachoeirinha
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