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Luiz Coronel

A mais antiga das profissões

''Todo projeto de inclusão social que não incluir o desenvolvimento econômico destina-se ao malogro, ao fracasso.''
21/01/2018 07:00

Luiz Coronel é poeta
www.luizcoronel.com.br


“Eu pensava que a política fosse a segunda profissão mais antiga. Hoje, percebo que é a primeira.” Com tosca ironia, Ronald Reagan definiu e localizou a atividade política. Para exprimir seu conceito, respaldava-se na robusta experiência colhida no exercício da presidência dos Estados Unidos da América. Era ele um homem de direita, mesmo assim coube a ele reatar as relações com a China, bem mais comunista naqueles idos tempos.

Penso demasiadamente em política. Tudo é o que é e também o que poderia ser. Quando o poder se torna incompetente para conferir esperança, quando a classe política, e não só ela, passam um conceito comprometedor, no que diz respeito à lisura, patriotismo, eficiência, estamos dormindo em maus lençóis. Chegamos ao fundo do poço. O STF pedindo licença aos réus para processá-los. Ministros soltando indiciados e condenados como quem lança fogos de artifício em noites natalinas. Verbas destinadas à educação despejadas em bolsos de candidatos à reeleição. E por essa trilha de alucinações vamos engolindo sapos e lagartos. Repito: “Para lavar nossos pecados, nem mesmo a água mais benta”.


Tanto a esquerda quanto a direita deveriam cambiar Marx e Adam Smith pelos dados estatísticos do IBGE. Nosso Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística não poucas vezes reagiu às interferências do poder para exercer com lisura e majestade suas funções técnicas. A pesquisa nacional de amostras por domicílio apresentou estes dados dramáticos: 25,4% da população brasileira, ou seja, 52 milhões de brasileiros, vivem em situação de pobreza. 6,5% em índices de pobreza absoluta, totalizando 13 milhões de habitantes. E mais: 43% da população nordestina vive em condições de pobreza.

Somos levados a concluir que o projeto de inclusão social desenvolvido nesta última década pode ter sido arrebatador, porém não foi eficiente. Todo projeto de inclusão social que não incluir o desenvolvimento econômico destina-se ao malogro, ao fracasso. E, vice- versa, os projetos desenvolvimentistas que não promoverem a inclusão social serão pífios no nascedouro. Aceitam-se opiniões em contrário, contanto que não venham vazias de fatos e números, pois o País está fatigado de tagarelice. As palavras, quando verdadeiras, derrubam muralhas, ou, caso contrário, são meros balões a explodirem vazias tão logo pronunciadas.



Diário de Cachoeirinha
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