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Polícia encontrou menino desaparecido dentro da casa do pai

História mal contada de sequestro está sendo apurada pela Polícia Civil
Matheus Aguilar/GES-ESPECIAL
Ele está bem: menino foi conduzido em segurança para a 1ª DP no início da tarde desta quarta-feira (03)
"Eu não consegui dormir direito à noite por causa da história deste menino", desabafou uma agente que atua na 1ª Delegacia de Polícia (DP). "Tenho uma criança em casa e pensar que o menino poderia estar sendo maltratado tirou o meu sono", comentou a policial Luciane Cortinove. E não foi só ela. A história do garoto de 12 anos supostamente sequestrado mobilizou a atenção de milhares de pessoas neste início de semana. E mobilizou também os policiais da 1ª DP, que promoveram uma verdadeira caçada em busca de pistas atrás da criança. Daí o motivo pelo qual a reviravolta que o caso ganhou na tarde desta quarta-feira (3) surpreendeu tanta gente. Muitos ainda nem acreditam que a Polícia encontrou o menino dentro da casa do próprio pai, no bairro Parque dos Eucalíptos.
Titular da 1ª, o delegado Gustavo Brentano relata que a história estava mal contada desde o início. O caso teria acontecido no final da tarde de segunda-feira (1º), porém ele só foi registrado pelo pai no final da noite desta terça-feira (2). "Não é de praxe que a polícia fique sabendo do desaparecimento de uma criança através das redes sociais", frisa Brentano. Segundo ele, o pai disse até ter procurado a DP na segunda, porém alegou ter sido orientado a esperar 24 horas. "Estava todo mundo querendo saber do caso desta criança e não havia sequer um registro de ocorrência. O começo da história já foi muito estranho."
E ficou mais estranho ainda quando a versão "oficial" foi apresentada: segundo o registro da ocorrência feito pelo pai, dois homens encapuzados teriam chegado de Kombi até um campinho onde o menino e outras duas crianças brincavam, às margens da RS-020, no bairro Neópolis. A criança foi colocada dentro do carro e desapareceu. O problema é que nenhuma testemunha que colaborasse com a história foi encontrada. Ainda no calor das buscas, próximo ao meio-dia desta quarta, a polícia foi informada de que o menino tinha aparecido. Teria sido deixado a duas quadras de casa. "Checamos as câmeras de segurança da área e encontramos imagens da casa onde ele vivia com o pai. As imagens não mostravam ele entrando, mas sim saindo da residência tranquilamente pela porta. Como se nunca tivesse deixado o local."
História confusa e contraditória
A criança estava bem e foi levada para a 1ª Delegacia no início da tarde. A partir de então, foram ouvidos ela, o pai dela e também um outro homem que, segundo a polícia, vive com o pai a cerca de 8 anos, sem que esteja bem clara a relação que mantém com o dono da casa. À polícia, o garoto relatou ter sido levado pelos bandidos para uma casa distante, onde teria sido mantido refém. Disse que foi muito bem cuidado e que ouvia pássaros cantando fora de casa, mas não soube dar mais detalhes a respeito da forma como foi solto. "A história dele soa falsa e a criança também não apresenta características de uma vítima de cárcere", ressalta Brentano.
Pior ainda é a versão do pai para os fatos. A polícia classificou o depoimento dele como "confuso e contraditório", com elementos até "vagos." Surgiu também a suspeita a respeito da relação que ele mantinha com a criança. O delegado apontou que o homem não era de fato o pai do menino, seria tio-avô. E havia garantido a guarda há algum tempo, motivo pelo qual o Conselho Tutelar foi envolvido. "Esta criança não será entregue nem a seu tutor. E nem a mãe, que aparentemente concedeu a guarda", explicou Brentanto. "Até esta história estar bem resolvida, a criança será mantida em segurança sob a tutela de um outro parente."
Tutor pode ser preso
Caso a Polícia Civil feche o inquérito apontando que a história do sequestro não é verdadeira, o responsável pela criança pode responder criminalmente por comunicação falsa de crime, delito que pode resultar na detenção de 1 a 6 meses de prisão.
Esclarecimento
O Grupo Sinos não está divulgando a identidade dos envolvidos para preservar o menor de idade, respeitando o artigo 143 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que determina que “é vedada a divulgação de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a crianças e adolescentes a que se atribua de ato infracional.”

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