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Polícia

''Eu gostava dele como pai até ele me chamar para o quarto''

Menina de 10 anos está com seis meses de uma gestação de risco; o pai do bebê é o padrasto de 20 anos que a estuprou
Paloma Vargas/GES-Especial
Suspeito foi encaminhado ao Presídio Central, em Porto Alegre, na tarde desta quinta-feira (14)
Ele era chamado de pai. Ela o considerava realmente como um, já que conviviam a cerca de cinco anos. “Eu gostava dele, até que me levou para o quarto.”
Quantas vezes? Muitas. Tantas que a menina de 10 anos não soube precisar no depoimento em que foi avaliada psicologicamente. A criança, de corpo miúdo, está grávida de 6 meses. O pai do bebê é o padrasto, de 20 anos, que abusava sexualmente dela há pelo menos um ano. Mesmo com a barriga da menina crescendo, sua mãe, de 28 anos, acreditava que a vítima apenas engordava.
O jovem, suspeito de estuprar, teve a prisão preventiva decretada no final da semana passada e se apresentou na Delegacia da Mulher de Gravataí, no início da tarde de ontem. Questionado, ele nega qualquer tipo de envolvimento com a criança.
Denúncia
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Marina Dillenburg, a ocorrência teve início no dia 5 de janeiro, com uma denúncia feita pela avó materna da menina, que desconfiou da barriga da neta e resolveu fazer um teste de gravidez de farmácia. “Com o resultado positivo ela nos procurou. Até então, o padrasto era apenas uma hipótese, que acabou se confirmando.”
O suspeito foi ouvido, passou por exame de corpo de delito e, logo após, foi encaminhado ao Presídio Central de Porto Alegre. A investigação ainda está em andamento.
Os detalhes e os irmãos
O relacionamento do suspeito com a mãe da menina ocorre a cerca de 5 anos. No início, ele tinha 16 anos e ela 24. A mulher já tinha dois filhos, a menina vitimada e um menino de 6 anos (idade atual). O casal ainda tem uma bebê de aproximadamente seis meses de vida. A delegada Marina afirma que o menino de 6 anos também passará por avaliações psicológicas. “Temos indícios de que esse menino tenha pelo menos presenciado algum abuso. Queremos saber agora, o que ele viu e ouviu e se também não foi vítima.”
Em depoimento a menina revela que ele passou a mão no seu peito, bunda, e que teria além da mão colocado o “pinto”. Isso teria ocorrido por diversas vezes e ela teria pensado em contar para sua mãe. “Mas ele dizia que esse era um segredo meu e dele. Se eu contasse, ele bateria na minha mãe. Ela bateria em mim, eu iria sofrer.”
A guarda das três crianças ainda está com a mãe. “Mas já temos conhecimento que a avó materna, através do conselho tutelar, está tentando legalmente obter a guarda dos netos”, revela a delegada Marina. A reportagem tentou contato com a avó e a mãe, mas não obteve sucesso.
Gravidez é considerada de altíssimo risco
No dia 6 de janeiro, a menina de 10 anos foi levada ao Hospital Presidente Vargas, em Porto Alegre, para que exames buscassem comprovar o estupro. Foi então que se teve o tempo de gestação: seis meses. “El não tem a menor noção do que significa estar grávida. Está apática”, diz a delegada Marina.
Ainda sem entender o que significava realmente ficar menstruada, já que teria ocorrido apenas por duas vezes, a criança sabe que agora, terá que fazer repouso. “Não vou poder correr e brincar na rua”, diz em depoimento.
Marina explica que em casos como este, de gravidez por estupro de vulnerável, a legislação permitiria a realização do aborto. “Porém, no estágio em que está a gravidez da menina, não é possível pois apresentaria ainda mais riscos de vida para ela. Por sua idade e condição, a gestação já é considerada de altíssimo risco.
Mãe da criança poderá ser indiciada
Delegada Marina Dillenburg comanda as investigações do casoA delegada Marina afirma que a polícia está trabalhando com informações que dão conta de que diversos familiares saberiam do abuso que a criança sofria. “Temos inclusive um mês apontado, que seria setembro, o que fecha justamente com o tempo de gestação da menina.”
Questionada na investigação, a mãe da menina afirmou que achava que ela estaria engordando por comer demais, ou ainda que poderiam ser vermes. “Caso fique provado que mãe da criança sabia da prática do companheiro, ela será indiciada também como autora e responderá pelo mesmo crime, como se também tivesse cometido o estupro”, enfatiza Marina.
O fato de notar que algo estava “errado” com o corpo da filha, e mesmo assim não a ter levado em nenhum momento em um médico, também pode apontar que a mãe sabia do caso. “Tudo está sendo apurado.”
Passos da investigação
O suspeito de ter estuprado a menina possui apenas uma ocorrência policial anterior, de uma agressão contra o seu filho, em 2012. Na época a criança tinha meses de vida. “O que chama a atenção neste fato é que ele teve o filho com 15 anos e a mãe desse bebê tinha 12 anos, na época. Ou seja, ele já teria praticado um estupro, mesmo que com o consentimento desta menina, que se dizia namorada dele”, explica a delegada, afirmando que caso isso seja comprovado, ele responderá por esse primeiro estupro também.
A mãe do suspeito, de 36 anos, também será investigada, já que teria tentado coagir a criança, pedindo que ela “desmentisse a história que inventou contra o padrasto”, revela Marina.
Os jornais do Grupo Sinos não divulgam nomes dos envolvidos na ocorrência para preservar a identidade da menor, conforme defendido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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