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Diário de Cachoeirinha
Publicado em 22/10/2015 - 11h39
Última atualização em 22/10/2015 - 16h53

Comunidade Terapêutica Reviver vai destinar vagas para outros municípios

Comunidade Terapêutica é referência no tratamento de dependentes químicos na região

Luciane Ferreira - luciane.ferreira@gruposinos.com.br

Foto: Arquivo/GES
Ampliar o atendimento para dependentes químicos que moram em outros municípios. Este é objetivo do decreto 5912 assinado pelo prefeito Vicente Pires que destina 20% das vagas da Comunidade Terapêutica Reviver para internação para pessoas não residentes em Cachoeirinha. O documento altera o regimento do órgão, publicado em abril deste ano.

Criada há quatro anos, a Reviver é a primeira comunidade terapêutica pública do Brasil mantida por uma Prefeitura. O local de caráter terapêutico visa o acolhimento e a ressocialização de pessoas portadoras de dependência química. Até então atendendo somente a demanda de Cachoeirinha, a partir de agora a Prefeitura poderá firmar convênios com outros municípios para internação no local. A comunidade é considerada uma referência no tratamento da drogadição e reinserção social em todo país.

Mesmo para os internos que forem de fora continua a exigência de participação em pelo menos duas reuniões de mútua ajuda. Atualmente o projeto mantém 30 vagas gratuitas para homens acima de 18 anos que recebem atendimento de uma ampla equipe interdisciplinar. A meta é dobrar o atendimento firmando convênio com municípios vizinhos que arcariam com os custos correspondentes aos seus munícipes.

O tratamento envolve a aceitação da doença, o resgate da pessoa e ressocialização com família. O índice de recuperação chega a 40%. Dos 140 internados que concluíram o tratamento, 60 não recuaram no consumo. Até hoje 240 pessoas já passaram pelo local.

O decreto também regulamenta as saídas dos residentes durante o período de ressocialização. São três visitas à família nos nove meses que dura o tratamento. Quando completa seis meses, o interno pode ficar sete dias fora, aos sete meses, dez dias e quando com oito meses, fica 15 dias fora, até a saída definitiva após o nono mês.

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