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Linfoma

Câncer raro, Linfoma de Hodgkin pode ser confundido com ínguas

Gânglios inchados no pescoço, axilas e virilha são sinal de alerta
14/11/2017 14:52 14/11/2017 14:53

Gânglios inchados no pescoço, axilas e virilha são os primeiros sinais do Linfoma de Hodgkin, um dos mais raros tipos de câncer, que acomete 3 em cada 100 mil habitantes no Brasil, muitas vezes confundidos com ínguas, inflamações naturais que podem ser decorrentes de infecções mais simples. “É importante se manter atento aos sinais que o seu corpo pode dar. Ao notar algo diferente é importante consultar um médico, tendo em vista que a maioria dos casos de linfomas, quando diagnosticados no início da doença, tem uma boa chance de cura”, observa Tânia Barreto, médica da área de oncologia da farmacêutica Takeda no Brasil. Quando se trata de uma infecção comum, os gânglios podem ser doloridos e apresentar vermelhidão, regredindo de tamanho naturalmente à medida que essa infecção é combatida. Já no caso dos linfomas, a médica explica que geralmente são gânglios indolores, sem alteração próxima à área acometida e que não regridem ao longo do tempo.

O Hodgkin acomete inicialmente os linfonodos, pequenos órgãos encarregados da condução do sistema linfático, que produz e transporta as células responsáveis pela imunidade por todo o corpo. Diante da propensão de propagação da doença, é importante que seja diagnosticada com a maior antecedência possível. Alguns dos principais sintomas são fadiga persistente, suores noturnos, perda de apetite e peso, inchaço dos gânglios e até mesmo maior sensibilidade a ingestão de álcool.

A doença costuma ocorrer com mais frequência em homens, com idade entre 15 e 40 anos, e também após os 50 anos de idade. “Pessoas com sistema imune comprometido, como consequência de doenças genéticas hereditárias, infecção pelo HIV e uso de drogas imunossupressoras, têm risco um pouco maior de desenvolver Linfoma de Hodgkin. Quem já teve algum familiar com a doença também tem risco aumentado”, alerta Tânia.

Exames para detectar a doença

Na maioria das vezes, o primeiro médico acionado para tentar o diagnóstico é o clínico geral, que irá verificar todos os sintomas do paciente e fazer as conexões entre eles, indicando os próximos passos. No caso do linfoma de Hodgkin, os exames necessários são: físico, que procuram os vestígios da manifestação da doença nos linfonodos, exame de sangue e a biópsia para concluir a suspeita.

Existem ainda outros instrumentos utilizados, como exames de imagem (raio x de tórax, tomografia computadorizada e PET). “A partir do que for diagnosticado e do estadiamento, isto é, doença mais precoce/localizada ou doença mais avançada/ invasiva, será definido o melhor tratamento”, afirma Tânia.

Alan Machado/GES
Doença acomete 3 em cada 100 mil habitantes no Brasil

Tratamento

O tratamento dos linfomas é feito com quimioterapia, radioterapia, transplante de células-tronco ou medula óssea. No caso do Linfoma de Hodgkin podem ser utilizado novos agentes, como a terapia-alvo, indicada para pacientes em casos de recidiva ou que não respondem aos tratamentos prévios, ou seja, caso a doença retorne ou permaneça ativa após o tratamento de 1ª ou 2ª linha. A terapia-alvo atinge apenas as células específicas do Linfoma de Hodgkin, destruindo somente estas células, diferente do que acontece com a quimioterapia, que não tem a mesma seletividade no seu mecanismo de ação.

Qual a diferença para o linfoma não-Hodgkin?

O que o diferencia dos outros tipos de linfoma é a presença de um tipo característico de célula chamada de Reed-Sternberg, um Linfócito B que sofreu uma mutação, se transformando em uma célula cancerígena. “De maneira geral, podemos dizer que a principal diferença entre os tipos de linfomas se dá nas características das células malignas e em algumas características clínicas, que o médico pode diferenciar e direcionar para o tratamento mais adequado, já que existem diferenças nos tipos de tratamentos para diferentes linfomas”, explica Tânia.


Diário de Cachoeirinha
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