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Violência

Homicídios e latrocínios aumentam na região nos primeiros nove meses do ano

Dados da Secretaria de Segurança também apontam redução no número de outros crimes
13/11/2017 10:01 13/11/2017 10:21

Fábio Radke/GES-Especial/Fábio Radke/GES-Especial
Dono de oficina é morto a tiros em Novo Hamburgo
No sobe e desce dos dados que mensuram alguns dos crimes que mais assustam a comunidade da região, um resultado positivo. Na comparação com o período de janeiro a setembro de 2016, os nove primeiros meses de 2017 tiveram um recuo em número de ocorrências de furtos, furtos de veículos, roubos, roubos de veículos e tráfico de drogas em 44 cidades dos Vales do Sinos, Caí e Paranhana e partes da Serra e do Litoral Norte. Por outro lado, o levantamento divulgado pela Secretaria Estadual de Segurança Pública mostra também que os índices dos crimes contra a vida - homicídio e latrocínio - seguem em alta na região.

Mesmo em meio às intempéries, as corporações policiais têm investido em novas estratégias para o combate à criminalidade, o que explicaria números positivos. O comandante do Comando Regional de Polícia Ostensiva do Vale do Rio dos Sinos (CRPO VRS), coronel Álvaro de Medeiros, explica que para a Brigada Militar a primeira delas é a inteligência criminal.

SURPRESA

O estudo, porém, não merece tanta comemoração. Para Henrique Alexander Keske, professor de Ciências Políticas da Universidade Feevale e doutor em Filosofia, o recuo dos índices é uma surpresa. “O atentado contra a vida aumentou mais do que aquele contra o patrimônio. O que vejo aí é um aumento da violência e do sentimento coletivo de insegurança pública. Em qualquer comunidade que se faça uma análise prévia, as pessoas não se sentem mais seguras”, pondera. O especialista ainda destaca a falta de investimentos no efetivo das forças policiais.

Ações integradas e busca de mais efetivo

O comandante do CRPO VRS, coronel Álvaro de Medeiros, destaca o planejamento da corporação. “Desde 2014, a Brigada Militar vem aplicando cientificidade em seu planejamento e atuação, buscando a máxima eficiência. Quer dizer, se os recursos (humanos e materiais) são escassos, maior importância reveste a judiciosa gestão da polícia ostensiva e de preservação da ordem pública”, destaca.

“Nesse sentido, uma rigorosa análise de todos os fatos registrados (e já destaco a necessidade de serem registrados as ocorrências, pela comunidade) permite uma ampla e completa compreensão dos fenômenos, proporcionando a máxima eficiência nos resultados alcançados. Os principais investimentos realizados na região se focam na qualificação dos quadros e no método, pautado pela análise criminal, a partir de dados objetivos e abrangentes”, completa.

O envolvimento da comunidade é outra importante questão para o policiamento. “É preciso resgatar esse envolvimento comunitário típico da região, não apenas na segurança pública”, ressalta. Sobre os desafios da corporação, o coronel ressalta que o principal é a recomposição de quadro de efetivo. “Estamos trabalhando para isso, e já está em andamento o processo para inclusão de cerca de 4,5 mil novos policiais militares”, antecipa.

INTEGRAÇÃO

Polícia Civil, Brigada Militar, Guarda Municipal, Polícia Rodoviária Federal, Comando Rodoviário da BM e Bombeiros juntos em mais varreduras pelos 16 municípios da região de abrangência da 3.ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM). Esta é, na visão do diretor substituto da 3.ª DPRM, delegado Joel Oliveira, uma das apostas da Polícia Civil para manter os índices de criminalidade em queda.

Já os homicídios e latrocínios ganharão operações especiais. “Quase 90% dos crimes contra a vida são ligados ao tráfico de drogas e já planejamos ações em relação ao isso ainda neste mês”, ressalta o delegado. Reunir esforços também com a comunidade estão no planejamento. “Vejo como grande saída a comunidade nos ajudar, até mesmo na questão da prevenção, denunciando ações de quadrilhas e facções. A comunidade não pode ficar alheia a isso”, enfatiza.

Facções lutam e matam no litoral norte

Quando o assunto é o aumento no número de homicídios, um dos municípios que chama a atenção no levantamento estadual é Tramandaí, onde o índice deste tipo de crime aumentou em 50% este ano. Para o titular da Delegacia de Polícia da cidade, delegado Paulo Peres, o fato se deve ao avanço da presença de grupos criminosos na região.

Polícia Civil/ Divulgação
Tramandaí é uma das cidades com aumento no número de homicídios

“Em Tramandaí, como outras cidades do Estado, cerca de 80% dos crimes contra a vida estão ligados ao tráfico de drogas. O que tem acontecido nos últimos dois anos, principalmente, é que as facções passaram a expandir os domínios para o Litoral Norte”, explica. O delegado também critica as falhas na legislação que obrigam os policiais a prenderem diversas vezes o mesmo criminoso.

"Ainda somos reféns do medo"

Mesmo com todos os esforços dos grupamentos de segurança em coibir o crime com os escassos recursos disponíveis, na avaliação da coordenadora do Movimento #PAZ, Gabriela Streb, o sentimento da comunidade ainda é de medo. “Essa sensação de insegurança que todos temos acaba sendo mais forte que essas informações e índices demostrados. Contudo, acredito ser de extrema importância esses levantamentos pois mostra o trabalho desenvolvido pelas forças de segurança”, cita.


Diário de Cachoeirinha
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