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Aniversário

Grupo de apoio do Viva Mulher completa cinco anos

Teve bolo, festa e muita celebração à vida
08/11/2017 11:40 08/11/2017 11:40


Fernando Lopes/GES-Especial
Mulheres do grupo de apoio do Viva Mulher celebram os cinco anos de atividades
O grupo das vitoriosas, que tem como objetivo dar apoio às mulheres que estão em tratamento de câncer e que é parte do trabalho do Comitê Viva Mulher celebrou, na tarde desta terça-feira (7), seu quinto aniversário de atividade. A atividade teve festa completa, com direito a bolo, refrigerante, salgadinhos e muita emoção.

Conforme a psicóloga Iara Bravo, são dois grupos de apoio, um às segundas-feiras, das 15h às 16 horas e outro nas terças, das 14h às 15 horas. “O programa Viva Mulher é desenvolvido desde 2009 mas o grupo de apoio tem cinco anos. Desde que nós tivemos o primeiro encontro até hoje, faz com que as mulheres fiquem extremamente vinculadas ao grupo. A gente procura trabalhar com mulheres que estão em tratamento, não só do câncer de mama e de colo de útero e que encontram neste grupo de apoio experiências de pessoas que deram certo. Elas se apoiam muito nesta ajuda emocional que elas têm”, conta.

A psicóloga conta que muitas mulheres entram em depressão quando descobrem o câncer. “O objetivo do grupo é permitir que elas saiam desta tristeza. O apoio emocional é um remédio muito forte e importante”, garante.

Saúde também é apoio

O coral Novos Horizontes, que envolve jovens da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase), fez uma apresentação especial às mulheres e entregou corações confeccionados por eles, que auxiliam no alívio das dores de que retira a mama. O prefeito Miki Breier participou da cerimônia e cantou a música “É preciso saber viver”, famosa nas vozes dos Titãs e de Roberto Carlos para as vitoriosas. “Grupos de apoio são fundamentais para superar a diversidade e o trabalho realizado pelo Viva Mulher é de extrema importância”.

O secretário da Saúde, Paulo Abrão, também evidenciou o trabalho do Viva. “É uma atividade que vem crescendo. Um dos preceitos do Sistema Único de Saúde é o trabalho com a comunidade e o apoio que o Viva dá as mulheres com câncer é, sem dúvida, parte do tratamento”, garante.

O trabalho realizado pelo grupo de apoio é voluntário. Toda mulher diagnosticada com câncer no município é convidada a participar das atividades. Qualquer informação pode ser buscada na Secretaria Municipal de Saúde.

O apoio fundamental para superar a dor

A artesã Délia Rosa Ferraz, 54 anos, descobriu o câncer de mama em 2015 e logo depois entrou no Viva Mulher. “Descobri em uma consulta corriqueira. O médico sugeriu uma punção, mas duvidou que eu quisesse. Respondi que eu tenho o corpo todo tatuado e não tenho medo de agulha e que se era para descobrir se tinha uma coisa errada, era para fazer”, conta. Como descobriu o câncer no início, Délia passou por duas cirurgias e por radioterapia. “Eu procurei o Viva Mulher em busca do remédio e desde então não saí daqui de dentro. Existe apoio de uma para outra, somos todas bem amigas e nos acolhemos. Os encontros são muito importantes para este momento que a gente passa”, garante.

Remédio também vem das palavras

Para a diarista Vera Regina Figueiredo Machado, de 46 anos, o Viva Mulher foi fundamental no tratamento do câncer de colo uterino descoberto em 2012. “Eu não vim para o Viva, foram elas que vieram até mim. Aqui a gente recebe ajuda, muito apoio, eleva a nossa autoestima, troca experiência e ganha uma nova família. O apoio é um tratamento, é como se fosse um remédio”, garante.

Fabiane Raupp, 40 anos, descobriu o câncer de mama em março deste ano. “Sempre que me sinto bem procuro participar. Compartilhar experiências, ouvir histórias semelhantes e, principalmente, receber o carinho de todas elas, faz com que a gente enfrente o medo da melhor forma”, afirma.

Trabalho nas casas em das mulheres

A ex-primeira-dama Maria Sueli Pires, fundadora do Viva Mulher, também participou das atividades. “Sinto uma imensa felicidade por ver que o programa teve continuidade. Se ele continua é porque está no caminho certo”, diz. Sueli lembra que o Viva foi criado em 2009 e que o grupo de apoio surgiu três anos depois. “A gente não sabia quem eram as mulheres com câncer. Fomos atrás, num trabalho exaustivo. Hoje, toda mulher que passa pela Secretaria Municipal de Saúde já é encaminhada para receber este apoio. É um trabalho que envolve muito estudo e dedicação e que faz diferença na vida de quem está sofrendo. Que o Viva consiga seguir em frente ajudando mais pessoas.”


Diário de Cachoeirinha
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