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Após polêmica

Ministra que se disse 'escrava' desiste de salário de R$ 61 mil

Luislinda Valois recebe R$ 30,4 mil como desembargadora aposentada e mais R$ 3,292 mil referente ao cargo no governo
03/11/2017 10:43 03/11/2017 10:47

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Ministra Luislinda Valois, dos Direitos Humanos
Após causar polêmica, a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, desistiu do pedido para acumular os salários de desembargadora aposentada e do seu atual cargo no governo, o que somaria 61 mil reais, quase 26 mil reais acima do teto do funcionalismo federal.

O requerimento de Luislinda, que foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quinta-feira (2), teve forte repercussão negativa e, ontem mesmo, a assessoria do Ministério dos Direitos Humanos informou a desistência. 

O salário atual da ministra é de 33,7 mil reais, o mesmo que um ministro do Supremo Tribunal Federal. Como ela já recebe aposentadoria de R$ 30.471,10, embolsa apenas mais R$ 3.292 referentes ao cargo de ministra. O salário integral de um ministro, que ela reivindicava, é 30,9 mil reais.

Trabalho escravo

Em um documento de 207 páginas, segundo o Estadão, a ministra diz que sua situação, "sem sombra de dúvidas, se assemelha ao trabalho escravo". 

Nesta quinta, em entrevista ao mesmo jornal, a ministra argumentou que trabalha "12, 14 horas por dia, eu moro em Brasília, estou distante da minha família, eu pago condomínio, tenho minhas despesas, tenho que me vestir com dignidade, tenho que estar maquiada, eu tenho uma representatividade e eu trabalho". 

Ela ainda revelou que não se arrepende de ter comparado seu caso ao trabalho escravo. “Todo mundo sabe que quem trabalha sem receber é escravo”, diz.

Luislinda, que é de Salvador, justificou ainda que precisa manter seus imóveis na capital baiana e pagar um condomínio de "quase 1.600 reais" em Brasília, onde ocupa um apartamento funcional. Sustentou que é um direito seu peticionar o aumento, mas que permanecerá no cargo se não for atendida. "Desculpe, mas tanta coisa que tem que se fazer no País e as pessoas ficam se apegando a miudezas?", disse.


Diário de Cachoeirinha
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