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All we need is Paul! Eterno Beatle faz mais um show memorável em Porto Alegre

McCartney leva quase 50 mil pessoas ao Beira-Rio em sua segunda passagem pela capital gaúcha
14/10/2017 15:34 14/10/2017 15:42

Gabriela da Silva/Gabriela da Silva/GES- Especial
Aos 75 anos, Paul tocou por quase três horas em sua segunda passagem por Porto Alegre

Sir Paul McCartney é cantor, compositor, multi-instrumentista, empresário e produtor. Mas sabe o que mais? É um queridão. Não encontro palavra para defini-lo melhor. É aquele senhor simpático que passa por ti na rua e sorri mesmo sem te conhecer, sabe? No palco, ele poderia apenas ficar parado, que o público vibraria de qualquer maneira. Mas não, Paul vai além: canta, toca violão, baixo, guitarra, ukelelê e piano, faz dancinhas engraçadas e conversa com o público. Assim, a chuva na noite desta sexta-feira só serviu para lavar a alma das quase 50 mil pessoas que foram ao Estádio Beira-Rio para curtir o retorno do eterno Beatle à capital gaúcha, que começou às 21h05, minutos depois da apresentação de abertura de Frank Jorge, nosso “amigo punk”. As longas filas e as fortes pancadas que antecederam a apresentação foram facilmente esquecidas depois do primeiro acorde de A Hard Day’s Night, que tem sido a primeira música a abrir os shows da turnê One On One.

Aos 75 anos, este jovem senhor, de uma serenidade invejável, levou os fãs ao delírio, não só pelo talento e qualidade técnica, mas pelo carisma. Em um português claro, disse que era “bom estar de volta”, agradeceu “gaúchos e gaúchas” e largou até “tri bom”, “bah” e “tri legal” em meio às músicas, para fazer o estádio ruir, em sua segunda passagem por Porto Alegre, a oitava no Brasil.

Sem se prender ao setlist da atual turnê, Macca cantou sucessos do antigo Quarrymen, Beatles, Wings, canções de sua carreira solo e até músicas mais “rrrrrecentes”, como gostou de repetir em português, brincando com o sonido arranhado da letra R. Tudo ia muito bem, com Can’t buy me love, Jet, Let me Roll It, Love me Do, Ob-La-Di, Ob-La-Da, Something, Eleanor Rigby e outras no repertório. O público já estava muito feliz até aí, mas foram três músicas em especial, tocadas em sequência, que levaram todos ao êxtase. Começou com Let it Be e um estádio completamente iluminado pelas luzes de celulares, seguiu com Live and Let Die e um show de fogos que fez o público surtar de vez, e fechou com Hey Jude, balões caindo e um coral gigantesco entoando o clássico “Na, na, na, na na na na, na na na na”.

Gabriela da Silva/Gabriela da Silva/GES-Especial
Live and Let Die foi um dos pontos altos do show

O show também teve pedido de Paul por respeito aos direitos humanos, junto com a canção Blackbird. “Nós precisamos disso, certo?”, falou. A música, gravada no final da década de 1960, foi escrita em metáfora aos conflitos raciais e direitos civis na América. Foi a brecha para que parte do público entoasse um “Fora Temer”. Em outro momento, pouco antes do biss, Macca subiu ao palco com bandeiras do Brasil, da Grã-Bretanha e do movimento LGBT.

Para fechar, veio Yesterday, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, Helter Skelter, Birthday - quando chamou quatro meninas da plateia que vestiam roupas inspiradas no disco Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band para dançarem no palco - e The End, depois de quase três horas de show. Na saída, mandou um “até a próxima” e deixou o palco sob chuva de papel picado nas cores verde e amarelo. Até a próxima, Paul! Te esperamos!


Diário de Cachoeirinha
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