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De braços cruzados

Cpers e Educação divergem sobre o números de escolas paradas com a greve do Magistério

Enquanto isso, estudantes fizeram protesto na Avenida Flores da Cunha em Cachoeirinha


Diléa Fronza/GES-Especial
Estudantes realizaram manifestação
Dezenas de estudantes se reuniram em protesto na manhã desta segunda-feira em Cachoeirinha. A caminhada percorreu a Avenida Flores da Cunha da parada 52 até a ponte, retornando até a prefeitura.

O ato foi organizado pelo Movimento Estudantil de Cachoeirinha (MEC). Segundo Matheus Hoffelder, integrante do movimento, além de fazer a manifestação contra o parcelamento dos servidores estaduais e apoiar a greve do magistério, a caminhada teve como objetivo se manifestar contra algumas propostas de emenda constitucional (PEC) que estão em discussão a nível nacional. “Precisamos apoiar os nossos professores que não estão recebendo os seus salários em dia e veem a educação num total estado de abandono a cada dia”, afirma.

Estudantes da maioria das escolas estaduais de Cachoeirinha participaram do ato.

Parcelado

De acordo com a professora Teresina Dos Vieira, o protesto é contra o descaso que a educação sofre. “Sabemos que há dinheiro, mas o Estado não paga. Já são 20 meses que recebemos de forma parcelada, mas este mês se tornou insuportável”, diz.
O funcionalismo recebeu R$ 350 de salário como primeira parcela. Depois, foram depositados R$ 170 e R$ 250.

Nesta segunda, o Estado depositou mais R$ 400 e deve depositar R$ 800 nesta terça. “Esse depósito de R$ 350 foi a gota d’água. É um deboche para a nossa categoria e para todo o funcionalismo. Temos professores desmotivados e, consequentemente, uma educação com menos qualidade. O ensino poderia ser muito melhor se o professor fosse valorizado”, lamenta.

Números diferentes


Rodrigo Becker/GES-Especial
Algumas escolas, como a Tuiuti, estão totalmente paradas
Segundo o diretor do 22º Núcleo do Cpers, Anderson Vicente, 80% da categoria ligada ao núcleo, que envolve as cidades de Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada e Viamão, aderiu à greve. “O movimento é crescente. Estamos visitando as escolas e a cada dia que passa o número de adesões aumenta”, afirma.

Segundo ele, ao longo da semana devem ser organizados atos pela região e muitos professores estão registrando ocorrência nas delegacias contra o parcelamento dos salários. Outro ponto destacado por ele é o apoio da comunidade escolar. “Pais e alunos compreendem a situação dos educadores e, por este motivo, estão apoiando o nosso movimento. É bonito ver a manifestação dos estudantes. A educação precisa de atenção. Há um sucateamento de tudo”, lamenta.

A reportagem entrou em contato com a 28ª Coordenadoria Regional de Educação para saber qual era o número de escolas que aderiram à greve. Por telefone, a informação repassada é que as CRE só pode falar sobre a greve quando a coordenadora Marta Ávila voltar de uma agenda na cidade de Ijuí, será comentado sobre a greve. Já a Secretaria Estadual da Educação, através da sua assessoria de imprensa, informou que das 25 escolas estaduais de Gravataí, 6 estão totalmente paralisadas, 13 parcialmente paralisadas e seis funcionando normalmente. Em Cachoeirinha, das 14 escolas, três pararam totalmente, quatro de forma parcial, e sete funcionam normalmente. A Educação não divulgou o os nomes das instituições paradas.

Quem parou

Veja quais são as escolas paradas, segundo o Cpers.

Cachoeirinha - Paradas totalmente: Osvaldo Camargo, Roberto Silveira, Nossa Senhora de Fátima, Mário Quintana, José Rodrigues, Mascarenhas de Morais, Guimarães Rosa, Cadop. Greve parcial: Rodrigues Alves, Neuza Goulart Brizola, Luiz de Camões, Frederico Ritter, Presidente Kennedy e Princesa Isabel.

Gravataí - Paradas totalmente: Ponche Verde, Nicolau Chiavaro Neto, Tuiuti, Charão e Heitor Villa Lobos. Paradas parcialmente: José Maurício, São Paulo, Morada do Vale I, Padre Nunes, Emília Viegas, Anita Garibaldi, Barbosa Rodrigues, Adelaide Pinto de Lima Linck, Clotilde Rosa, Antônio Gomes Corrêa, Anita Garibaldi. Funcionamento normal: Luiz Bastos do Prado, Carlos Bina, Santa Tecla. Não há informações sobre as escolas José de Alencastro, Etelvina Silveira Vieira, Irmã Cléssia, Maria Josefina Becker, Salvador Canellas, Frei Velloso e Sônia Maria Rangel Paim.


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