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Querem pagamento integral

Servidores municipais conseguem liminar para pagamento integral dos salários

Governo pagou R$ 1 mil aos servidores nesta terça e diz não ter mais dinheiro para integralizar o pagamento



Rodrigo Becker/GES-Especial
Secretário da Fazenda, Josué Francisco, diz que não há dinheiro
O Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha (Simca) conseguiu na Justiça um mandado de segurança determinando a integralização dos salários de agosto do funcionalismo. A data limite para pagamento do salário era esta terça-feira, dia 5.

Segundo o presidente do Sindicato, Guilherme Runge, os servidores não receberam um informe oficial sobre o pagamento. “Mas o que se sabe dos corredores é que foi pago R$ 1 mil e metade do vale-alimentação. Este é o terceiro mês seguido em que recebemos de forma parcelada e como havia insinuações de que poderia haver parcelamento, fomos à Justiça para garantir que os salários sejam pagos”, diz.
De noite, os servidores foram à Câmara.

"Não temos dinheiro"

O secretário da Fazenda, Josué Francisco, que assumiu a pasta há pouco mais de uma semana, informa que nesta terça feira foram pagos mais de R$ 2 milhões em salário e aproximadamente R$ 497.700,00 em vale-alimentação. “Isso significa que cada servidor recebeu R$ 1 mil. Desta forma, 1.111 servidores o que corresponde a 34,85% do total dos 3.188 funcionários do nosso município tiveram a sua folha de pagamento quitada”, garante. Sobre a notificação judicial, Josué explica que a Prefeitura não havia sido notificada até o meio da tarde de ontem, mas que o assunto seria tratado pela Procuradoria Geral do Município.

O secretário reforçou que o município não tem dinheiro para o pagamento do salário integral. “Não temos dinheiro no momento. Para o restante da folha ser depositado, depende de como irá se comportar a receita do município. A ordem é pagar o funcionalismo. O salário é prioridade. Estamos deixando o pagamento dos servidores para pagar os salários”, garante. O secretário explica que está sendo criada uma junta financeira que unirá as secretarias da Fazenda, Modernização Administrativa e Gestão de Pessoas, Governança e Gestão, Planejamento e Captação de Recursos e um servidor efetivo da Prefeitura com o objetivo de analisar todas as despesas do município e encontrar formas de reduzir custos. “Atitudes têm que ser tomadas para a redução das despesas. Vamos adotar medidas para que os últimos quatro meses deste ano tragam uma forma de deixar o orçamento equilibrado e termos fôlego para o próximo ano”, diz.

Simca acusa governo

Guilherme acusa o governo municipal de não cumprir a sua palavra. “Ontem (segunda-feira), o governo comunicou que suspendeu as negociações com a categoria somente porque o Sindicato se mostrou contrário a alguns projetos que estão em análise na Câmara de Vereadores, como o das parcerias público-privado, do parcelamento do Iprec e da redução da carga horária. Nós entendemos isso como uma chantagem para parar com as negociações que iniciaram logo que a greve foi encerrada”, acusa o presidente do Simca.

O secretário de Governança e Gestão Juliano Paz contesta a informação. “Tanto não é verdade que amanhã (hoje) teremos uma reunião às 11 horas para falar do projeto das parcerias público-privado. Sugiro ao Simca que, se está tão certo desta informação, transmita ao vivo a nossa reunião e permita a presença da imprensa nela”, desafiou. Juliano acrescentou ainda que o Sindicato vem divulgando panfletos com acusações mentirosas e sem o contraponto do município. “Eles nos batem com argumentos falsos e sem as informações que são dadas nas reuniões que temos. Isso não é transparência”, assegura.



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