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Maior apreensão

Após horas de contagem, PF contabiliza R$ 51 milhões em bunker que seria de Geddel

Agentes usaram sete máquinas de contar dinheiro para concluir o trabalho

Polícia Federal/Divulgação
Imagem divulgada pela Polícia Federal mostra as malas de dinheiro encontradas em apartamento em Salvador (BA)
A Polícia Federal concluiu a contagem do dinheiro encontrado em caixas e malas em um apartamento em Salvador, que seria usado por Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo do presidente Michel Temer. O montante chegou a incrível cifra de R$ 51 milhões (R$ 51.030.866,40) – uma parte em dólares. A Polícia Federal usou sete máquinas e levou o dia inteiro para finalizar a contagem.

Segundo a PF, é a maior apreensão em dinheiro vivo da história do País. Mesmo usando máquinas que contam dinheiro, a PF só chegou ao número final depois de várias horas de trabalho. O montante será depositado em conta judicial.

A operação "Tesouro Perdido" começou na manhã desta terça-feira (5), com a revista de um apartamento em uma zona residencial da capital baiana, onde foram encontradas vinte caixas e malas cheias de notas de 50 e 100 reais.


Valter Campanato/Agência Brasil
Dinheiro é atribuído a Geddel Vieira Lima
Quem é Geddel

Geddel, importante articulador político do governo Temer, esteve à frente da Secretaria da Presidência até novembro de 2016. Ele renunciou após ter sido acusado de tráfico de influência por Marcelo Calero, então ministro da Cultura.

Na época, Calero acusou Geddel de ter feito pressão para a concessão de uma licença para a construção um edifício de alto padrão em um bairro nobre de Salvador, o que tinha sido negado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Integrante do PMDB baiano há 27 anos, Geddel foi vice-presidente do departamento de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013, durante a Presidência de Dilma Rousseff.

Entre 2007 e 2010, foi ministro da Integração Nacional durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em julho deste ano, foi detido preventivamente e no mês seguinte, posto em prisão domiciliar por suposta tentativa de obstruir a Justiça em uma investigação sobre desvio de recursos públicos, o que ele nega.

A operação desta terça-feira é uma ramificação da Operação Cui Bono, que investiga um esquema de propina na liberação de créditos da Caixa em benefício de políticos, altos funcionários públicos e empresários.



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