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Caso Marta

Um pedido de justiça para o caso Marta

Familiares e amigos protestaram na escola e na delegacia

Dilea Fronza/GES-Especial
Familiares e amigos protestaram pelas ruas de Cachoeirinha
Dezenas de amigos, familiares e colegas das escolas Aurora Peixoto de Azevedo e Cristóvão Colombo, de Porto Alegre, onde a jovem Marta Avelhaneda Gonçalves estudou, protestaram em frente à Escola Estadual Luiz de Camões ontem. Eles pedem justiça e solução ao caso. Marta foi morta no dia 8 de março na sala de aula. Segundo laudo do Departamento Médico-Legal (DML), a causa da morte é asfixia.

Este foi o primeiro dia de aula após a morte da aluna. A entrada de pessoas à escola foi controlada e ninguém da direção entrou em contato com os familiares que protestaram. Na frente da escola, o clima era de indignação. Pais de alunos do colégio se juntaram ao grupo para pedir justiça e também segurança.

Antes da chegada dos manifestantes, a direção realizou uma reunião com pais e estudantes. “A coordenadora nos explicou que tem pouca gente na escola e que eles não conseguem olhar as crianças o tempo todo. Eu acho que a culpa não é da escola, mas sim do Governo do Estado que não dá condições de trabalho para os professores”, diz Rejane Leal, mãe de um aluno. “O que aconteceu ali dentro foi horrível. Coitada desta família”, lamenta Jéssica Kaminski, mãe.

Com balões brancos, camiseta com a foto de Marta e cartazes, os amigos fizeram barulho em frente à escola. A irmã Jéssica Avelhaneda Gonçalves pediu um minuto de silêncio em memória da irmã e logo depois as pessoas que estavam no local começaram a se manifestar.

Uma dor sem tamanho e sem resposta

Tia de Marta, Noeli Oliveira, 36 anos, não consegue entender o que aconteceu. “Minha irmã trouxe a filha até a escola, de carro, deixou na porta por medo da violência e foi buscar no hospital, morta. Ainda ligaram e disseram que ela tinha se machucado. Minha sobrinha morreu sem se defender. Onde estavam os professores, os colegas que viram ela apanhando e nada fizeram?”, queixa-se.

Jéssica lembra que a irmã era muito pacífica. “Ela nunca brigou. Não pode ter revidado. Deve ter apanhado quieta até morrer. Tiraram a vida de uma pessoa inocente, deixaram uma família sofrendo, em desespero. Minha mãe tentou suicídio por não estar aguentando tudo isso e o que nós recebemos? Apoio? Nenhum! Nem da escola! Estamos protestando aqui na frente e ninguém vem aqui para sequer nos abraçar. É revoltante demais”, lamenta.

Caminhada até a delegacia

Depois de ficarem por cerca de 40 minutos em frente à escola, o grupo se dirigiu, em caminhada pela Avenida Flores da Cunha, até a 1a Delegacia de Polícia, onde o crime está sendo investigado.

Lá, os manifestantes foram recebidos pela inspetora Elisabeth Camargo que disse que tudo está sendo realizado com a maior brevidade possível para que o crime seja solucionado o quanto antes.

O delegado Leonel Baldasso disse que começou ontem a intimar os demais colegas de Marta para ouvir a versão deles sobre o fato. Nesta segunda, foram ouvidos alguns professores e funcionários da escola. “Meu desejo é encerrar o inquérito até esta sexta-feira. Não descartei a hipótese de fazer acareação, mas acredito que o depoimento dos demais colegas seja fundamental”, diz.

Na pele

Karla Bahls terá Marta para sempre no seu braço (foto). “Fiz a tatuagem para homenageá-la. Éramos muito amigas. Ela estava sempre conosco lá no (bairro) Sarandi. Conversei com ela na terça. Na quarta, dia que ela morreu, tinha uma mensagem ‘Mana, que é como ela me chamava, tô triste’. Não deu tempo de perguntar o que era. Não dá para acreditar que ela se foi. Era muito calma, não brigava com ninguém, não dá para acreditar que ela tenha provocado briga.”

Educação está acompanhando o caso

Marta Ávila, coordenadora da 28a Coordenadoria Regional de Educação (CRE), diz que está acompanhando o caso. “Estamos em contato com a direção da escola o tempo todo. Ao contrário do que disse o pai em entrevista, a direção esteve no sepultamento da aluna, mas não conversou com a família. Nesta segunda, fizemos reunião com os pais e estamos programando uma nova para a noite desta terça-feira”, explica.

Questionada se haverá algum tipo de apoio à família e também aos alunos, Marta diz que na escola, está sendo preparado um trabalho de apoio aos alunos. Para os pais, isso cabe à Secretaria Estadual de Educação (Seduc). 

Na escola, a direção não se manifestou enquanto havia manifestantes em frente ao prédio. Em frente ao prédio, havia uma mensagem pedindo paz e uma mensagem assinada por pais e responsáveis pelos alunos da escola.



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