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Patrimônio da cidade

Somos todos loucos pelo Zé

Aos 63 anos, Zé "Louco", figura folclórica da cidade, continua esbanjando simpatia e bom humor

Katterina Zandonai/GES-Especial
Zé ENTITY_quot_ENTITYLoucoENTITY_quot_ENTITY recebe todas as visitas com muito carinho e com um sorriso estampado no rosto
De bermuda, camiseta e chinelo, o famoso personagem da cidade Zé “Louco” recebeu ontem a visita do Diário de Cachoeirinha na casa que mora com a mãe Terezinha Barbosa da Costa, no bairro Vista Alegre.

Com um sorriso de orelha a orelha, um dos moradores mais queridos da cidade, mostra aos 63 anos que está muito feliz ao lado da família. Desde que abandonou as ruas, há cerca de dois anos, sua vida mudou completamente.

Do velho Zé que vivia cercado por vira-latas, sempre barbudo, sujo e com os pés encardidos, o que ficou foi apenas o antigo bordão ““Cachaça não!” Bem vestido, cheiroso e rodeado pelo carinho dos familiares, o homem de risada contagiante que marcou gerações esbanja saúde e bom humor.

Por ironia do destino o homem que passou mais de 40 anos perambulando pelas ruas da cidade, hoje sai de casa apenas para acompanhar a mãe todas as quartas-feiras à tarde nos cultos da Igreja que fica a algumas quadras de casa.

“Eu fiquei muito doente, tive um problema sério no intestino e fiz uma promessa para Deus. Pedi para que ele me curasse para poder cuidar do meu filho. Como hoje estou bem, faço questão de ir toda a semana”, explica Terezinha emocionada.

Ela conta que Zé adora ir aos cultos e ouve tudo atentamente. “Toda a semana o pastor passa aqui em casa e nos leva de carro, mas antigamente íamos a pé. Era uma loucura, por onde ele passava recebia o carinho das pessoas, pediam para abraçar e brincavam com ele. Ainda é assim, mas hoje saímos muito pouco”, relata a mãezona orgulhosa do filho, que não pensa mais em sair de baixo de sua asa.

Zé gosta de uma boa novela

Katterina Zandonai/GES-Especial
Ele ajuda a mãe nas tarefas da casa
Os dias do ex-andarilho não são mais tão movimentados e agitados como antigamente. Hoje, Zé acorda às 8 horas da manhã e ajuda a mãe com os afazeres de casa, como varrer o pátio, guardar as roupas e tirar o lixo. À tarde, seu programa favorito é sentar na cadeira em frente a casa na pacata rua sem saída. A mãe entrega que o filho só dorme depois da novela. “Ele é noveleiro, não perde um capítulo”, brinca.

Carinho e afeto por onde passa na cidade

José da Costa é natural de Santo Antônio da Patrulha. Aos oito meses teve meningite, que causou inúmeras complicações e sequelas neurológicas. Na adolescência, com apenas 15 anos, passou a desbravar as ruas da cidade, embarcando nos ônibus, alimentando-se do que ganhava e dormindo sob as estrelas. “O pessoal sempre achou que ele não tinha família, pois vivia na rua. Mas na verdade, é que não conseguíamos fazer com que ele ficasse em casa. Ele fugia, não sei o que passava na cabeça dele.” Abraçada no filho, a mãe relata que o peso da idade fez Zé voltar para o aconchego do lar. “Acho que ele cansou da vida que levava e acabou percebendo que aqui todo mundo amava ele.”

Saiba mais

Katterina Zandonai/GES-Especial
A mãe Terezinha é sua grande companheira
Zé mora atualmente com a mãe na casa dos fundos do pátio da irmã Tânia e do cunhado Joeni. A família, que vive da renda da dona de casa, comenta que a situação financeira não anda muito boa. “Não conseguimos aposentar ele e todo o dinheiro que ganho, que não é muito, eu gasto para sustentar a casa. Ele é forte, saudável e come bastante. Logo quando ele veio para casa muitas pessoas traziam rancho e cesta básica, hoje em dia, não vem mais ninguém”, lamenta Dona Terezinha com os olhos cheios de lágrimas. Quem tiver interesse de ajudar o Zé de alguma maneira, pode entrar em contato pelo telefone 98473-3605.


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