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Minha casa, minha avenida

Família segue morando no meio da Avenida Fernando Ferrari

Já são mais de 15 meses vivendo no meio da avenida e agora uma outra família se juntou ao grupo

Dilea Fronza/GES-Especial
João Camargo, patriarca da família, está tentando construir uma casa em outro local
Desde novembro de 2015, o casal João Bueno de Camargo, 56 anos, e Ledi Belarmino da Silva, 56, vive com os três filhos menores em meio às obras da Avenida Fernando Ferrari, na Cohab. Há até três meses, o filho mais velho, a nora e a neta pequena que também viviam no local se mudaram. Em junho do ano passado, eles haviam recebido uma ordem de despejo. Porém, até o momento, seguem morando na mesma área.

Há um mês, uma outra família fez a sua casa no local. João, que é aposentado, conta que tem pouco contato com os novos vizinhos. “Eles não conversam muito e ficam pouco na barraca. É um casal bem jovem e mais três filhos. A mais velha disse que tem nove anos. Os outros dois são bem pequenos”, conta.

Antes de morar de forma improvisada, a família vivia em uma casa na Avenida Frederico Ritter, no Distrito Industrial. Os proprietários pediram a casa de volta porque queriam vender. “Tivemos que sair e aí não sabíamos para onde ir. O jeito foi montar barracas na rua e ficar por aqui”, conta o patriarca.

A família vive de reciclagem e da aposentadoria de João, que sofreu um acidente de trabalho. A opção de viver no meio da rua foi a única encontrada. “Ano passado a Prefeitura veio aqui, mandaram a gente sair. Veio também político prometendo arrumar casa para gente. Mas no fim das contas ninguém fez nada. A gente vai se virando como dá, dando um jeito a cada dia”, afirma João.

Terreno comprado, agora falta a casa

Mas nem tudo são notícias ruins. João conta que conseguiu um novo lugar para morar. A área próxima ao Cemitério Municipal, na Avenida Frederico Ritter, já foi limpa. “Já fiz dois chalés. Meu filho mais velho já está lá. Agora falta o meu. Vou comprando o material aos poucos e construindo. Como só tem o dinheiro da aposentadoria, a gente faz o que dá, se vira. As pessoas que trouxeram dois papéis pedindo para gente sair daqui nunca mais apareceram. Nem para nos ajudar e ver se está tudo bem”, queixa-se.

Ele acredita que vai precisar de mais alguns meses para conseguir comprar todo o material de construção e fazer a sua casa.

Caso é acompanhado

Mas nem tudo são notícias ruins. João conta que conseguiu um novo lugar para morar. A área próxima ao Cemitério Municipal, na Avenida Frederico Ritter, já foi limpa. “Já fiz dois chalés. Meu filho mais velho já está lá. Agora falta o meu. Vou comprando o material aos poucos e construindo. Como só tem o dinheiro da aposentadoria, a gente faz o que dá, se vira. As pessoas que trouxeram dois papéis pedindo para gente sair daqui nunca mais apareceram. Nem para nos ajudar e ver se está tudo bem”, queixa-se.

Ele acredita que vai precisar de mais alguns meses para conseguir comprar todo o material de construção e fazer a sua casa.


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