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Sem cobertor

Homem executado no Distrito Industrial recebeu pelo menos 20 tiros

Segundo caso na semana preocupa moradores da região

Em vez de cobertor, um lençol sobre as pernas. Em vez de faca e pedaços de pau, tiros. Muitos tiros. Pelo menos 20. Esse é o resumo de mais uma execução ocorrida em Cachoeirinha neste ano. A vítima é um homem de aproximadamente 30 anos, encontrado já sem vida em uma área de mato próxima do Estádio do Cruzeiro, no Distrito Industrial.

O corpo foi localizado no final da manhã da quarta-feira (15), porém a informação só foi confirmada pela polícia na manhã de quinta (16). A precaução da equipe da 2ª Delegacia de Polícia Civil do município busca evitar alarde. Isto porque é o terceiro corpo encontrado em Cachoeirinha num intervalo de quatro dias - dois deles no Distrito. E a repercussão dos casos anteriores geraram até mesmo falsos boatos nas redes socias na internet sobre um assassino serial que descarta suas vítimas enroladas em cobertores. "As mortes não tem nada a ver uma com a outra e já estavam falando na internet de forma absurda que tem um assassino enrolando pessoas em cobertores por aí", lamentou delegado Newton Souza.

Morto no local

A vítima mais recente morreu na madrugada da quarta-feira. E diferente dos casos anteriores, foi assassinada no próprio local em que foi deixada. Mais que a ausência do tão comentado cobertor ensanguentado, os indícios já descobertos pela Polícia na cena do crime apontam para uma execução ligada ao tráfico de drogas, segundo o titular da 2ª DP. "Só estojos (cápsulas de munição), já recolhemos 15 do local. Mas o cadáver possui ao menos 20 perfurações causadas por tiros", detalha Newton Souza. A arma usada foi uma pistola calibre 9 milímetros.

Rastros da violência

O homem foi torturado antes de morrer. Um braço foi quebrado e ele foi arrastado por uma rua de chão batido. O rosto estava bastante machucado e um dos tiros atingiu a testa. A presença de mais de um assassino não está descartada, pois segundo a Brigada Militar, marcas indicam que os disparos foram efetuados pela frente e pelas costas.

Antecedentes

Apesar de não estar portando documentos, a 2ª DP já realizou a identificação. Trata-se de um homem com antecedentes criminais por furto. "Ele (vítima) inclusive foi preso há um mês em flagrante retirando rodas de um caminhão", lembrou o delegado Newton Souza.

Morador de rua foi levado em um carrinho de mercado

O delegado revelou nesta quinta-feira mais detalhes sobre o homicídio do morador de rua encontrado na última terça-feira (14) na Avenida Fritz Beiser, também no Distrito industrial. "Ele foi morto em outro ponto da cidade e levado de carrinho de compras até o local em que foi encontrado", acrescentou Souza. Esse homem foi amarrado, torturado a pauladas e depois de esfaqueado. Depois foi enrolado em um cobertor e abandonado na via para ser descoberto.

Prática comum

O descarte de cadáveres enrolados dessa forma é mais frequente do que se imagina, segundo o chefe de investigações da 1ª DP, Fabrízio Vicente. A delegacia, que apura casos ocorridos no outro extremo de Cachoeirinha, cuida do primeiro corpo localizado na semana. "Essa situação ganhou mídia, por isso as pessoas comentam, mas enrolar os corpos antes de jogá-los em algum terreno baldio é característica comum em execuções", afirma.

A equipe da 1ª DP encontrou o cadáver próximo do dique do rio Gravataí, no Jardim Atlântico no domingo (12). Foi descoberto que a vítima, um homem, tinha problemas com tráfico e foi morto em Porto Alegre. Por isso, o caso foi transferido para a Delegacia de Homicídios da capital. 


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