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Mobilidade

Aeromóvel pode ser estendido até a região

Onze cidades ficariam interligadas pelo sistema de transporte

/Reprodução
Trensurb
Um projeto chinês prevê uma rede integrada do metrô e aeromóvel na região. A empresa China Railway Engineering Corporation (Crec) em parceria com a gaúcha Aeromovel do Brasil estão na dianteira deste projeto. Além das cidades hoje atendidas pelo metrô de superfície, o sistema – com o aeromóvel sendo o modal - se expandiria para a zona norte de Porto Alegre e para outros municípios além do atual trajeto de 36 quilômetros entre a capital e Novo Hamburgo, como Cachoeirinha, Gravataí, Viamão Alvorada e Campo Bom.

Já recebida pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, a ideia consiste em atingir um público diário de 1,44 milhão, seis vezes mais que os cerca de 180 a 200 mil que utilizam hoje a Trensurb, o que garantiria a sustentabilidade financeira da operação, que prevê ainda a troca por novos trens e toda a manutenção do sistema. “Mais de 4 milhões de pessoas vivem nesse cinturão metropolitano, nas 11 cidades que serão atingidas. É mais do que a população do Uruguai. E é nessa dimensão de volume que eles pensaram”, esclarece o diretor-executivo da Aeromovel Brasil, Marcus Coester.

Ele ressalta que o projeto surgiu após a Crec vencer a concorrência para a implantação do aeromóvel em Canoas, o que levou os chineses a formalizar escritório naquele município e passar uma lupa nos modais de transporte da região. “Passando a entender o sistema do trem, viram a oportunidade e elaboraram a proposta da rede integrada”, pontua Coester. Contudo, para a ideia da China sair do papel e avançar os asiáticos desejam a concessão por 30 anos da Trensurb, ao encontro do que acena o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do governo federal, em suas concessões e parcerias público-privadas (PPPs).

Lógica é volume de passageiros

De acordo com Marcos Coester, a lógica para a implantação do novo sistema integrado é simples. “É movida a passageiros. Onde tiver passageiros que o sistema possa alcançar é perfeitamente viável que ele chegue”, destaca. Ele pondera que a apresentação do projeto e as tratativas com os municípios começarão a ser feitas. No caso das cidades como São Leopoldo e Campo Bom, afirma que seriam possíveis extensões do aeromóvel aos campus de universidades como a Unisinos e Feevale, com ou sem o complemento de linhas de ônibus. “Mas aí é algo que os municípios, dentro do seu sistema de transporte coletivo, terão que resolver. São os ajustes internos, que caberão às prefeituras”, diz.

Negócio bilionário

O cálculo preliminar é que seria necessário acrescer entre 80 e 100 quilômetros de linhas do aeromóvel, mais do que o dobro dos atuais 36 quilômetros do sistema da Trensurb. Conforme Coester, o custo do projeto está orçado inicialmente em 10 bilhões de reais, superando os 8 bilhões anteriormente previstos para a expansão da Linha 2 do Metrô. E salienta a diferença entre o metrô e o aeromóvel. “São produtos diferentes. O metrô é um eixo de alta capacidade e o aeromóvel é um sistema de capacidade média, que entra na categoria dos BRTs e VRTs”, explica, ilustrando que no aeromóvel a capacidade média é de 30 mil passageiros por hora/sentido.

O que diz Eliseu Padilha

Eliseu Padilha conversou com a reportagem do Jornal NH sobre o projeto, o qual recebeu em mãos. O ministro-chefe da Casa Civil confirmou que está encaminhando a proposta chinesa para análise dentro do Ministério das Cidades, a quem a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) está vinculada. Padilha foi sintético, mas positivo, ao opinar sobre o projeto. “Gostei. Pareceu-me uma boa solução”, resumiu ele. O secretário dos Transportes do Estado, Pedro Westphalen estava nesta terça-feira (14) em Brasília e não foi localizado pela reportagem para uma opinião sobre a proposta.

Quem é a CREC

/Lucas Quadros/Trensurb
Aeromóvel
A CREC é o que se pode chamar de gigante chinesa e mundial. Fatura anualmente 100 bilhões de dólares e é tida como uma das maiores construtora do mundo. No Brasil, busca oportunidades e definiu uma estratégia de avanço. Um exemplo, é a sua presença no projeto da Rodovia Transoceânica, que ligará o Brasil ao Peru, e nas tratativas sobre a instalação do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre São Paulo e Rio de Janeiro. Já a relação com a Aeromovel do Brasil surgiu a partir de 2015, como conta Marcos Coester. “Eles chegaram até nós através de um processo que estavam desenvolvendo em Manaus. E se entusiasmaram com a característica do aeromóvel, sua capacidade única e custo”, explica, citando a eficiência energética, baixa manutenção e automoção do veículo para uma operação considerada extremamente eficaz. Outro aspecto salientado por ele é o fortalecimento da cadeia produtiva com o projeto, pois os novos veículos para a operação em Canoas, por exemplo, estão sendo construídos pelas gaúchas Marcopolo e Randon.

Deficitariedade do metrô

A proposta chinesa para a concessão por três décadas da Trensurb tem base ainda nos resultados deficitários da estatal, que fazem o governo pensar soluções para a luz vermelha que ser tornou a operação do trem. Em 2015, por exemplo, o balanço demonstrativo apontou um prejuízo operacional de 97 milhões de reais para um resultado financeiro líquido de 42 milhões de reais. A tarifa unitária se mantém a R$ 1,70 desde 2008, metade desse valor subsidiado pela União. Outro aspecto, é que o projeto chinês viria como uma resposta mais barata e de efetividade aos problemas de locomoção da capital com a desistência recente de Porto Alegre da construção da Linha 2 do Metrô, considerada pelo prefeito Nelson Marchezan Junior como uma "aventura". 


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